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Minha Casa Minha Vida segue como grande oportunidade para aquisição da casa própria

Publicada em: 23/01/2026 08:43 -

Em Erechim melhora deverá ser de 20% principalmente para apartamentos acima de R$ 350 mil em 2026

 

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do Governo Federal segue como uma das principais políticas habitacionais do Brasil e, em 2026, continua no centro do debate econômico e social. Além de facilitar o acesso à moradia para milhares de famílias, o programa movimenta setores estratégicos como construção civil, comércio de materiais, geração de empregos e financiamento imobiliário, impactando diretamente o crescimento das cidades.

 Com a retomada e ampliação de modalidades nos últimos anos, o MCMV se consolida como uma alternativa para reduzir o déficit habitacional e impulsionar investimentos, especialmente em municípios de médio porte e regiões que enfrentam dificuldades históricas no acesso ao crédito e à moradia formal.

Moradia como prioridade e efeito direto na economia

 O acesso à casa própria representa mais do que a conquista de um imóvel: envolve estabilidade familiar, segurança e planejamento de longo prazo. Do ponto de vista econômico, a habitação também é um dos setores que mais gera efeitos em cadeia.

 Cada novo empreendimento ou conjunto habitacional aciona uma ampla rede de serviços: pedreiros, eletricistas, pintores, engenheiros, arquitetos, transportes, lojas de materiais, móveis, eletrodomésticos e mão de obra local. Por isso, especialistas consideram o programa um importante termômetro da economia, sobretudo quando o país busca manter a geração de empregos e fortalecer o consumo interno.

O que muda em 2026 e o que o mercado espera

 Para 2026, o Minha Casa, Minha Vida segue com expectativa de continuidade, mas também com atenção voltada a possíveis ajustes nas regras, faixas de renda, taxas e prioridades regionais. O setor imobiliário acompanha de perto os anúncios do governo federal e o comportamento da economia, especialmente fatores como inflação, juros e disponibilidade de crédito.

Impacto nas cidades e no planejamento urbano

 Além da economia, o MCMV também influencia diretamente o desenvolvimento urbano. Novos projetos exigem infraestrutura adequada, como redes de água e esgoto, energia elétrica, pavimentação, acesso ao transporte e serviços públicos.

 Em cidades do interior, os empreendimentos habitacionais também podem ajudar a reorganizar áreas urbanas e reduzir o déficit de moradia, mas precisam ser acompanhados de planejamento para evitar expansão desordenada ou falta de serviços essenciais.

Oportunidade para famílias e atenção aos custos

 Para quem busca sair do aluguel, o programa pode representar a principal chance de compra da casa própria, com condições facilitadas. Porém, economistas alertam que o financiamento deve ser analisado com cuidado, levando em conta orçamento familiar, custos de manutenção, condomínio (quando houver), taxas e despesas futuras.

Erechim e região: reflexos locais

 No contexto regional, o Minha Casa, Minha Vida costuma ter reflexos importantes, principalmente pela movimentação no comércio de materiais de construção e pela geração de empregos no setor. Para empresários locais, o programa representa um estímulo ao mercado e ajuda a manter o fluxo de vendas em períodos de instabilidade.

         Com relação ao município de Erechim, o mercado, conforme agenciados pela Caixa Econômica Federal, 2026 tem tudo para ser um ano muito bom.

         De acordo com Jandir Ferla, da Sonhocred, desde a chuva de granizo que se abateu em Erechim no dia 23 de novembro, a Caixa Econômica Federal  estava focada no atendimento dos beneficiados pelo programa de habitação que sofreram perdas naquela oportunidade, como de correntistas que buscaram apoio da liberação do seguro do seu imóvel, seja para aquisição de telhas ou material de construção, como para o resgate do FGTS para pagar as contas que foram feitas naquela oportunidade.

         Passado um pouco as turbulências, Jandir garante que o ano começou bem e com perspectivas de um aumento na venda de imóveis em torno de 20%.

         “Estamos tendo um cenário de bastante procura por pessoas que querem uma simulação para poderem fazer o financiamento via Caixa Federal, principalmente pelo fato de que o Governo Federal abriu sensivelmente as torneiras neste ano no Programa Minha Casa Minha Vida”, garante.

         Até 2025 havia somente uma faixa para ser liberada e hoje são três, o que abre ainda mais o leque na hora de fazer as contas. Até dezembro do ano passado o valor era de R$ 210 mil, ou seja, caixa liberava até 80% do valor. Neste ano pulou para R$ 225 mil na segunda faixa, também com 80%. Já a terceira faixa o valor salta para R$ 350 mil, também dentro dos 80% liberados pela Caixa.

         Jandir reforça que para poder ser beneficiado com a faixa três, a comprovação dos ganhos deve chegar a casa dos R$ 8.600 e na faixa dois até R$ 4.400. Valores que podem ser comprovados por uma única pessoa, como por um casal, que necessariamente não precisa mais de comprovação de casamento ou União Estável, ou seja, se um casal de namorados comprovarem juntos a renda, a Caixa libera sem restrições, além do uso do FGTS.

         Outro fator positivo colocado por Jandir, é o fato de que as construtoras e imobiliárias estão colocando bastante imóveis na faixa três para escolha dos novos interessados. “Uma grande gama de escolhas”.

 

Por Carlos Silveira /Tv e Jornal Bom Dia
Foto Carlos Silveira

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